Em fase ruim no Atlético, Robinho tenta evitar maior jejum de gols na carreira

Em fase ruim no Atlético, Robinho tenta evitar maior jejum de gols na carreira

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O atacante Robinho vive no Atlético uma das piores fases da carreira. O camisa 7 amarga a reserva no Galo sob o comando do técnico Rogério Micale e já não é mais unanimidade entre os torcedores. Os números do jogador nesta temporada traduzem o que ele vem representando dentro de campo. São apenas sete gols e sete assistências, bem distante de seu desempenho no primeiro ano de Galo. Pior que isso: a última vez que balançou as redes foi em 28 de maio, quando abriu o placar no empate por 2 a 2 com a Ponte Preta, no Independência, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O ‘Rei das pedaladas’ se iguala, assim, ao pior jejum de gols da carreira e tenta evitar que o recorde negativo aumente ainda mais.

Robinho não entrou em campo no último jogo do Atlético (vitória sobre o Flamengo por 2 a 0). Sua derradeira apresentação foi diante do Jorge Wilstermann, na eliminação alvinegra da Copa Libertadores. Naquela partida, teve chance clara de marcar no fim e levar a disputa da vaga nas quartas de final para os pênaltis, mas pegou mal na bola da entrada da pequena área e chutou para fora. Com o apito final, ele completou 18 partidas sem balançar as redes, igualando-se ao período de seca vivido com a camisa do Milan, entre o fim de 2012 e o início da temporada 2013/2014.

Na atual sequência sem gols pelo Atlético, Robinho foi titular em 12 partidas e só jogou os 90 minutos em quatro. Mesmo sem contribuir com gols, deu três assistências para os companheiros balançarem as redes. Contra o Grêmio, quando ficou no banco de reservas, o camisa 7 desperdiçou uma cobrança de pênalti no fim da partida, que decretaria o fim do jejum. No entanto, bateu no meio do gol, alto, e o goleiro Paulo Victor, que ficou parado, defendeu facilmente para escanteio.

Em suas últimas entrevistas, Robinho reconheceu que está em dívida com a torcida atleticana. “Preciso melhorar meu rendimento técnico. Vou trabalhar sempre para jogar os 90 minutos, mas é uma opção do treinador. Se eu entrar ou sair, se jogar 10 minutos ou 90, vou jogar com a alegria de sempre. Temos que honrar a camisa até o fim”, disse o atacante.

Caso pretenda permanecer no Atlético, ele precisa voltar a mostrar seu faro de gol rapidamente. O contrato de Robinho com o clube expira em dezembro e o clube não o procurou para renová-lo.

Fase ruim na Europa

O atacante brasileiro viveu um período difícil também no futebol europeu. Com a camisa do Milan, último time do Velho Continente que defendeu, Robinho passou também 18 jogos oficiais sem balançar as redes. Ele marcou em 9 de dezembro de 2012, contra o Torino, na vitória por 4 a 2, e só voltou a fazer um gol no terceiro jogo da temporada seguinte, em agosto de 2013, diante do Cagliari, no triunfo por 3 a 1. Robinho até chegou a balançar as redes do Valencia, em amistoso de pré-temporada, na vitória por 2 a 1. Mas, em se tratando apenas de partidas oficiais, o jejum foi igual ao vivido atualmente com a camisa alvinegra.

Por Manchester City e Real Madrid, o brasileiro também passou longos períodos sem gols. Pela equipe inglesa, em 2009, foram 17 partidas consecutivas. Nesse período, ele acabou marcando com a camisa da Seleção Brasileira. Já pelo Real Madrid, nas duas temporadas em que defendeu o clube merengue, o maior jejum que amargou foi de 13 partidas.

Estado de Minas