Em meio a críticas e expectativa alta, Cazares é um dos jogadores mais acionados do elenco e completará 100 partidas pelo Atlético

Em meio a críticas e expectativa alta, Cazares é um dos jogadores mais acionados do elenco e completará 100 partidas pelo Atlético

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Em dezembro de 2015, a diretoria do Atlético fechava acordo com um dos jovens jogadores mais promissores do futebol equatoriano. Juan Cazares chegou a Belo Horizonte após uma negociação complicada, que envolvia Independiente Del Valle-EQU e Banfield-ARG. Quase dois anos se passaram desde a estreia contra o Schalke 04, da Alemanha. Nesse tempo, o meia provou ter qualidade técnica, fez golaços e se envolveu em polêmicas. E, nesta quinta-feira, deve completar 100 jogos com a camisa alvinegra*.
A tendência é que Cazares se mantenha no time titular diante do Atlético-GO. Após amargar dois jogos no banco de reservas, o meia retornou à equipe contra o Santos, nesse sábado. Dessa forma, o jogo de número 100 deve mesmo ser nesta quinta-feira, às 20h, no Independência, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O momento atual é de irregularidade. E assim tem sido desde a chegada de Cazares ao Atlético. Amado por uns, questionado por outros, o equatoriano tenta se firmar de vez no clube. Apesar das críticas, ele é o segundo jogador mais acionado nesta temporada – seja por Roger Machado e Rogério Micale, seja pelo atual comandante, Oswaldo de Oliveira.
São 57 jogos em 2017 – número inferior apenas ao do lateral-esquerdo Fábio Santos, que atuou 58 vezes. De acordo com oGol, Cazares esteve em campo em 3974 minutos no ano. São nove gols marcados e 17 assistências. O equatoriano é o maior ‘garçom’ do Atlético e chegou a colocar Robinho no banco de reservas quando o time era comandado por Micale – que considerava o camisa 7 como opção para a região central do meio de campo.
Em oito jogos com Oswaldo de Oliveira, Cazares foi titular em seis oportunidades. Nas outras duas, entrou durante as partidas. Sob o comando do experiente treinador, ele tem sido escalado nas pontas – seja na direita, seja na esquerda. O centro, região preferida pelo equatoriano, tem sido ocupado por Robinho, que alterna entre o meio (no sistema 4-2-3-1) e o ataque (4-4-2).
“Esse menino (Cazares) que vi ano passado pelo Atlético tem um potencial inestimável. Estou vendo nos treinamentos: o que o Cazares é capaz de fazer é uma coisa que não se encontra todo dia em um jogador. Habilidade, inteligência futebolística, velocidade, drible na vertical, arremate”, avaliou Oswaldo de Oliveira em entrevista após a vitória alvinegra por 3 a 1 sobre o Cruzeiro. Na ocasião, Cazares saiu do banco e ajudou a mudar o cenário da partida.
Polêmicas
Apesar dos elogios, Oswaldo de Oliveira precisou lidar com uma situação não muito agradável protagonizada por Cazares. Em entrevista antes de um treino na Cidade do Galo, o comandante garantiu: o equatoriano recuperaria o lugar no time titular na atividade que seria realizada. Minutos depois, entretanto, o camisa 10 não estava no campo. O motivo: atrasou-se para a reapresentação.
Ao clube, Cazares disse que ‘perdeu a hora’. Como ‘punição’, treinou separadamente e ficou no banco de reservas no jogo contra o Botafogo. Momentos depois, fotos do equatoriano em momento íntimo foram vazadas nas redes sociais.
Esta não foi a primeira polêmica em que Cazares se envolveu no Atlético. Em outubro de 2016, quando o time era comandado por Marcelo Oliveira, o equatoriano não se reapresentou no dia marcado após defender a seleção. Depois de muita especulação e questionamento, o meia alegou que teve problemas com o visto de trabalho e não conseguiu retornar ao Brasil a tempo.
Golaço e grandes atuações
Mas nem tudo são polêmicas. Aos 25 anos, Cazares é um dos principais líderes técnicos do Atlético. Não à toa, recebeu a camisa 10 da equipe, vestida por Dátolo em 2015 e 2016 e, por nada mais, nada menos, que Ronaldinho Gaúcho até 2014.
Apesar de viver momento irregular, Cazares coleciona grandes atuações pelo Atlético. Na temporada de estreia, chamou atenção na vitória por 5 a 3 sobre o Botafogo. Além de marcar dois gols, deu duas assistências e foi ovacionado pela torcida no Mineirão.
A atuação na final da Copa do Brasil também foi destacada. Apesar de o Atlético ter perdido o título para o Grêmio, Cazares chamou atenção do mundo ao marcar um golaço no jogo de volta, em Porto Alegre. De antes do meio do campo, pegou Marcelo Grohe desprevenido e fez de cobertura
Em 2017, iniciou a temporada de forma irregular. Emendou grandes atuações em sequência e recuperou o lugar no time. Entre as 57 partidas disputadas nesta temporada, as vitórias por 5 a 1 sobre o Sport Boys-BOL e 4 a 1 contra o Godoy Cruz-ARG, pela Copa Libertadores, tiveram Cazares como destaque.
O triunfo por 3 a 1 no clássico contra o Cruzeiro, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, muito se deveu ao equatoriano, que marcou um gol e deu assistência para Fred fazer o terceiro.
Números de Cazares pelo Atlético
Jogos: 99 (42 em 2016 e 57 em 2017)
Como titular: 71 jogos (28 em 2016 e 43 em 2017)
Como reserva utilizado: (12 em 2016 e 14 em 2017)
Retrospecto: 47 vitórias, 29 empates e 23 derrotas
Gols: 19 (dez em 2016 e nove em 2017)
Minutos em campo: 6260 (2290 em 2016 e 3970 em 2017)
Cartões amarelos: 3 (dois em 2016 e um em 2017)

Cartões vermelhos: 1 (um em 2016 e nenhum em 2017)

*Os números consideram partidas da Florida Cup de 2016.

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