Família carbonizada no ABC: Filha e namorada confessam participação em roubo à casa

Família carbonizada no ABC: Filha e namorada confessam participação em roubo à casa

A filha da família assassinada no ABC Paulista e a namorada dela confessaram envolvimento em parte do crime nesta quarta-feira (5). Em novo depoimento, Ana Flávia Gonçalves e Carina Ramos admitiram participação no roubo à casa, mas negaram envolvimento nas mortes. As informações são do jornal Bom Dia SP, da TV Globo.

As duas chegaram ao Deic de São Bernardo do Campo às 16h e saíram às 21h40. Nos primeiros depoimentos, ambas negaram participação no crime.

A investigação ainda tenta identificar e prender o sexto suspeito de participar do crime. O suspeito seria um homem que teria resgatado o grupo de carro na estrada de terra onde o veículo da família foi encontrado carbonizado. O nome e a foto dele não foram divulgados.

O crime cometido no último dia 28 resultou na morte do casal Flaviana e Romuyuki Gonçalves, além do filho Juan Victor, de 15 anos. De acordo com a Polícia Civil, mais dois suspeitos foram presos e um sexto suspeito ainda é procurado.

Na última terça-feira (4), Juliano de Oliveira Ramos Júnior, primo de Carina, confessos em depoimento à polícia, que ele, Ana Flávia, Carina e mais dois comparsas se reuniram para planejar o roubo à casa da família, em um condomínio fechado em Santo André, também no ABC Paulista.

O grupo tinha a informação de que a família tinha R$ 85 mil guardados em um cofre na residência. Como não acharam o dinheiro, Carina e Flávia teriam concordado em matar as vítimas.
Juliano está preso temporariamente desde segunda-feira (3) e foi transferido para uma cadeia de presos provisórios em São Caetano do Sul. Ana e Carina foram detidas no dia 29 de janeiro e estão no 7º Distrito Policial (DP) de São Bernardo. Os outros dois presos são Guilherme Ramos da Silva e Michael Robert dos Santos.

Investigadores responsáveis pelo caso acreditam que o crime já esteja quase esclarecido. Na sequência, os outros suspeitos precisam ser identificados e indiciados. Além disso, a polícia deve enquadrar os suspeitos nos crimes a que eles responderão.

Terra.com