Movimentação constante, finalizações, poucas chances e falta de gols: os primeiros jogos de Ricardo Oliveira no Atlético

Movimentação constante, finalizações, poucas chances e falta de gols: os primeiros jogos de Ricardo Oliveira no Atlético

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Ricardo Oliveira chegou ao Atlético com grandes responsabilidades: substituir Fred, autor de 30 gols em 2017, e manter a tradição de centroavantes da história do clube alvinegro. Até o momento, são apenas duas partidas disputadas pelo camisa 9 na atual temporada. Apesar do pouco tempo em campo, já é possível detectar – e comprovar – as principais características do atacante.
O primeiro ponto de destaque é o preparo físico de Ricardo Oliveira. Embora tenha 37 anos e seja o segundo mais velho do elenco alvinegro (atrás apenas do capitão Leonardo Silva, 38), o centroavante tem se mostrado bem condicionado. Afinal, atuou o tempo inteiro nas duas partidas em que o time titular foi escalado.
  • Atlético 3 x 0 Democrata-GV (95 minutos jogadores)
  • Atlético 2 x 2 Patrocinense (98 minutos jogados)
No total, foram 193 minutos jogados. Mas, para além do tempo que permaneceu em campo, o centroavante tem chamado atenção pela constante movimentação no setor ofensivo. Ao contrário do que tradicionalmente é percebido em relação aos camisas 9, Ricardo Oliveira não se limita à parte central do ataque.
Conforme demonstrado no mapa de calor acima, o novo centroavante do Atlético, por vezes, prefere se deslocar pelos lados do campo. Dessa maneira, atrai a marcação adversária e dá possibilidade aos pontas (Róger Guedes e Otero) e aos meio-campistas (Cazares e Elias) de chegar à meta adversária.
A troca de posição com companheiros de ataque é marca de Ricardo Oliveira. O segundo gol do Atlético na vitória sobre o Democrata exemplifica isso (veja no vídeo abaixo). No lance, Ricardo Oliveira aparece recuado. Não há um jogador posicionado no centro do ataque alvinegro. Com isso, Cazares avança pela esquerda, inverte a bola e encontra Róger Guedes na ponta direita. O camisa 23 só empurra para as redes.
Menor participação
Apesar de ter demonstrado movimentação constante, Ricardo Oliveira ainda dá poucos toques na bola. Pelo menos foi assim nos dois primeiros jogos dele com a camisa do Atlético.
O centroavante tentou apenas 14 passes (três deles errados) na estreia*. No jogo desse domingo, foram 15 acertos e três equívocos. Os números são baixos – menores até que os apresentados por Fred nos últimos jogos de 2017. O ex-jogador do Atlético serve de comparação por ser considerado um atacante que participa menos da construção ofensiva da equipe.
Há de se ressaltar, porém, que Ricardo Oliveira se mostrou importante durante a carreira não apenas pela quantidade de toques na bola, mas também pela movimentação. Estar sem a bola não necessariamente significa não participar do jogo.
A tendência é que os números abaixo do esperado sejam revertidos nas próximas partidas. Afinal, é o início do ano para um jogador experiente que teve pouco tempo de pré-temporada – e que ainda não está plenamente adaptado ao clube e às ideias do técnico Oswaldo de Oliveira.
Finalizações e falta de gols
O principal problema dos dois primeiros jogos de Ricardo Oliveira pelo Atlético é, claro, a falta de gols. O centroavante teve, de fato, poucas chances para finalizar. A principal delas talvez tenha sido no jogo contra o Democrata. Samuel Xavier recebeu dentro da área e tocou para o camisa 9, que já havia passado da linha da bola e finalizou desequilibrado para fora.
Em dois jogos, Ricardo Oliveira finalizou cinco vezes. Apenas uma delas foi em direção do gol. Questionado sobre a falta de oportunidades para o centroavante contra o Patrocinense, Oswaldo de Oliveira relativizou.
“Não necessariamente (a criação é) para o Ricardo Oliveira. Ele participou, principalmente no primeiro tempo, de várias evoluções nossas na frente da área, do lado. Inclusive, na jogada do segundo gol ele teve participação. É natural que isso aconteça. Ricardo Oliveira veio do Santos, sozinho, e está jogando aqui com companheiros que ele nunca teve do lado. É natural que, normalmente, ele evolua, se entenda melhor. Ele tem conversado muito com os companheiros. Eu tenho estimulado isso”, analisou o treinador.
Veja abaixo os números de Ricardo Oliveira nas duas primeiras partidas pelo Atlético
Minutos jogados: 193
Gols: Nenhum
Finalizações certas: 1
Finalizações erradas: 4
Passes certos: 26
Passes errados: 6
Cruzamentos certos: Nenhum
Cruzamentos errados: 3
Desarmes: Nenhum
Faltas sofridas: 1
Faltas cometidas: 1
Cartões: Nenhum
*Todos os dados desta análise foram coletados pelo Footstats
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