Nepomuceno repete último ano da ‘era Ziza’ e Atlético terá três treinadores em 2017

Nepomuceno repete último ano da ‘era Ziza’ e Atlético terá três treinadores em 2017

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Resultados ruins e falta de convicção. Assim vai terminar o último ano de Daniel Nepomuceno como presidente do Atlético. Nesse domingo, ele demitiu o técnico Rogério Micale após derrota vexatória por 3 a 1, para o Vitória, no Independência. Agora, ele terá que procurar um novo nome ou promover Diogo Giacomini a interino até o fim de seu mandato – ele já revelou que não ficará no clube em 2018. Assim, ele repetirá o último ano da ‘era Ziza Valadares’, que também teve três treinadores.

Nesta temporada, Nepomuceno iniciou o ano com Roger Machado no comando do Atlético. Foi uma mudança de estilo em relação ao antecessor Marcelo Oliveira (veja mais sobre a falta de convicção nas escolhas abaixo). Após a derrota em casa para o Bahia, ele demitiu o treinador e trouxe Rogério Micale. Campeão olímpico em 2016, ele só dirigiu o Galo 12 vezes e não completou dois meses no cargo.

Já Ziza Valadares comandou o Galo pela última vez no ano do centenário do clube. Para comandar a equipe naquela temporada ele contratou Geninho, treinador de boa passagem no clube em 2002. Ele foi demitido do clube após a derrota na final do Campeonato Mineiro (com goleada por 5 a 0 sofrida para o arquirrival Cruzeiro) e eliminação na Copa do Brasil para o Botafogo. Ele trouxe Alexandre Gallo, que ficou apenas 14 jogos no clube e foi demitido após goleada do Botafogo por 6 a 1. No jogo seguinte, Marcelo Oliveira assumiu e ficou até o fim da temporada. Pouco mais de um mês após se tornar treinador, Marcelo viu Ziza renunciar ao cargo. Alexandre Kalil virou presidente e bancou o comandante até o fim da temporada, mas optou por não renovar o contrato e acertou com Emerson Leão.

Falta de convicção

Nepomuceno mostrou durante sua passagem pela presidência do Atlético que o planejamento fica em segundo plano em relação aos resultados. Ele teve seis treinadores no Galo e, em nenhuma troca, contratou técnicos do mesmo estilo do antecessor.

Levir Culpi, que veio do último ano de Kalil, ficou até o fim de 2015. Era um treinador que gostava da equipe mais ofensiva. Com o alto número de gols sofridos, Daniel optou por mudar a essência e trouxe um jogador com estilo de mais posse de bola, menos ‘Galo Doido’: Diego Aguirre. O treinador não resistiu à eliminação nas quartas de final da Libertadores e a derrota na final do Campeonato Mineiro para o América e foi demitido.

Para o lugar dele, veio Marcelo Oliveira. O estilo ‘Galo Doido’ voltou. O time teve um dos melhores ataques da temporada, mas a quinta pior defesa do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 3 a 1 na final da Copa do Brasil, nova demissão. O auxiliar Diogo Giacomini ficou até o fim da temporada e Roger Machado assumiu para 2017. Mais um treinador que prioriza a posse de bola, paciência para jogar e encontrar os espaços e um sistema defensivo mais ajustado.

Como citado acima, ele foi demitido após derrota para o Bahia em casa. Era o quarto revés da equipe como mandante no Campeonato Brasileiro, o que irritou o presidente. Com Roger, o Galo foi campeão Mineiro, primeiro lugar geral da Libertadores e tinha vantagem no confronto das quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo. Com a demissão e a chegada de Micale, houve uma cobrança após os primeiros jogos.

“Quero de volta o estilo Galo Doido”. Se Nepomuceno achava tanto que o estilo era o ideal, qual o motivo de contratar Diego Aguirre e Roger Machado? E o que o torcedor poderá esperar do próximo treinador?

Mesma média de Kalil

O torcedor alvinegro tem na memória um Alexandre Kalil que manteve Cuca após sete derrotas consecutivas e por mais de dois anos no cargo. Isso aconteceu, como também o ex-presidente teve cinco treinadores em seu primeiro mandato no Galo, um a mais que Daniel Nepomuceno.

No triênio 2009-2011, Kalil iniciou com Emerson Leão e o demitiu após derrota na final do Campeonato Mineiro. Veio Celso Roth, que chegou a deixar o Galo na liderança do Campeonato Brasileiro, mas acabou a temporada sem vaga na Libertadores.

O treinador não teve seu contrato renovado e Vanderlei Luxemburgo foi contratado pelo Atlético para 2010. Após conquistar o Mineiro e não ter sucesso na Copa do Brasil, Luxemburgo foi demitido após goleada do Fluminense por 5 a 1 sobre o Alvinegro. Ele deixou o Galo na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro.

Dorival Júnior foi contratado e ficou por quase um ano no clube. Ele salvou o Atlético do rebaixamento em 2010, foi vice-campeão Mineiro no ano seguinte e viu o time ser eliminado na segunda fase da Copa do Brasil. No Brasileirão, foi demitido após derrota em casa para o Figueirense, na 15ª rodada. O time ocupava a 15ª posição.

Cuca foi contratado e iniciou uma era diferente no mandato de Kalil. Ele ficou até o fim de 2013, quando deixou o Galo rumo ao futebol chinês. O presidente apostou em Paulo Autuori, que trouxe uma mudança de perfil ao time. O Atlético não se adaptou ao futebol mais defensivo e cauteloso e o treinador foi demitido após eliminação nas oitavas de final da Libertadores. O mandatário buscou Levir Culpi, que deu ao Atlético os títulos de Recopa Sul-Americana e Copa do Brasil no seu último ano de mandato.

Estado de Minas