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Presidente cita nota do Atlético para lamentar canto homofóbico que menciona Bolsonaro: ‘Da nossa parte, o assunto está encerrado’

O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, falou publicamente pela primeira vez a respeito do canto homofóbico entoado por torcedores do Atlético durante o empate por 0 a 0 com o Cruzeiro, nesse domingo. O mandatário preferiu não se alongar, mas disse lamentar a música, que faz menção ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

“Ô cruzeirense, toma cuidado: o Bolsonaro vai matar veado”, cantaram torcedores no Mineirão, no intervalo da partida da 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Assista ao momento no vídeo acima.

“O que o Atlético tinha para falar a respeito daquele assunto foi feito através de uma nota oficial. Eu acredito que, da nossa parte, o assunto está encerrado. Não vou voltar a falar sobre ele. Evidentemente que, quem não leu a nota, ao ler, vai entender qual é o nosso posicionamento. Nós lamentamos que aquele fato tenha ocorrido”, posicionou-se Sette Câmara, durante o lançamento da Universidade do Galo, fruto da parceria entre clube e Universidade Brasil.

Inicialmente, o Atlético havia informado, via assessoria de comunicação, que não se posicionaria sobre o caso. Horas depois, diante da repercussão negativa, o clube publicou nota – à qual Sette Câmara se referiu – nas redes sociais para lamentar o canto homofóbico.

“O CAM lamenta profundamente as manifestações homofóbicas de parte dos torcedores, no jogo deste domingo, no Mineirão. Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito ou de incitação à violência. A maior torcida de Minas é composta por pessoas de todas as classes sociais, raças e gêneros, não cabendo qualquer tipo de discriminação. Isso não faz parte da nossa gloriosa história! #TimeDeTodos”, publicou o Atlético no Twitter.

“A nota, acho que ela é auto-explicativa. Inclusive, nós já tínhamos até, antes mesmo desse lamentável episódio, repito, já feito campanhas através do Twitter, Facebook, enfim, dos canais apropriados contra qualquer tipo de discriminação, seja ele racial, de gênero, etc. O Galo é de todos”, completou Sette Câmara.

Campanhas com viés social têm se tornado comuns nas redes sociais do Atlético. A principal delas foi divulgada em 23 de agosto, com a hashtag #PaixãoDoPovo. No vídeo, o clube cita questões raciais, de classe e de gênero, mas não menciona diretamente a homofobia. E foi justamente esse o ponto tão questionado por torcedores após o canto entoado no Mineirão.

O Atlético pode ser penalizado por conta da atitude dos torcedores. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já admitiu que investiga o caso. Episódios recentes de homofobia foram analisados pelo órgão.

estado de minas

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